Lula planeja alerta a Trump contra intervenção militar na Venezuela
- Redação BA071
- 19 de out. de 2025
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende usar um encontro presencial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para alertá-lo sobre os riscos de uma ação militar americana na Venezuela, defendendo que tal movimento poderia desestabilizar toda a América Latina.
O Palácio do Planalto manifestou o desejo de que essa reunião ocorra no evento da Asean, na Malásia, na próxima semana. Contudo, a realização do encontro bilateral ainda não foi confirmada pelas equipes diplomáticas.
Segundo apuração da Folha de S. Paulo, a principal mensagem do líder brasileiro a Trump será de que uma intervenção militar com o objetivo de "troca de governo" na Venezuela poderia ter um efeito inversamente proporcional ao desejado.
Lula argumenta que a instabilidade gerada por uma ação externa levaria ao fortalecimento do crime organizado e do tráfico de drogas na região, piorando a situação de segurança em todo o continente.
O governo brasileiro mantém uma avaliação cética sobre a capacidade da oposição de substituir o atual regime chavista-madurista. Apesar de a líder opositora Maria Corina Machado ter recebido recentemente o Prêmio Nobel da Paz, o Planalto não acredita que ela tenha representatividade política suficiente no país para liderar uma transição efetiva.
Além disso, a visão em Brasília é que a Venezuela carece de um movimento político forte e unificado capaz de substituir o chavismo-madurismo sem o risco de um colapso. A diplomacia brasileira, portanto, buscará persuadir os EUA a evitar medidas militares, reforçando o foco na estabilidade e na não-intervenção como caminho mais seguro para a região.












