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Influenciador é presos em operação da PF contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional

Foto: Reprodução Instagram
Foto: Reprodução Instagram

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (14), a Operação Narco Bet para cumprir 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em quatro estados brasileiros — Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Entre os detidos estão o influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, e o empresário Rodrigo Morgado, apontados como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas.


A ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, deflagrada em abril deste ano, que investiga o uso de embarcações marítimas para o envio de cocaína da costa brasileira para a África e a Europa. A operação conta com o apoio da Polícia Criminal Federal da Alemanha (Bundeskriminalamt – BKA), já que um dos alvos de mandado de prisão está em território alemão.


De acordo com a PF, o grupo criminoso utilizava criptomoedas e remessas internacionais para ocultar a origem ilícita dos valores e dissimular o patrimônio. Parte do dinheiro seria destinado a empresas de apostas eletrônicas, as chamadas bets, que serviam como fachada para o esquema de lavagem.


A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores estimados em mais de R$ 630 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e garantir a reparação de danos causados pelas atividades ilegais. Imagens divulgadas pela PF mostram carros de luxo, relógios e grandes quantias em dinheiro apreendidos durante a operação.


Os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional.


A Operação Narco Vela, que deu origem às novas prisões, começou após uma comunicação da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) sobre a apreensão de três toneladas de cocaína em um veleiro brasileiro, em fevereiro de 2023, nas proximidades da costa africana. Outras cargas foram interceptadas em águas internacionais pela Guarda Civil da Espanha e pela Marinha da França.


As investigações indicam que dois irmãos estariam à frente do esquema: Levi Adriani Felício, o “Mais Velho”, preso no Paraguai em 2019, e Rodrigo Felício, o “Tico”, ambos apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).


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